História
A 28 de setembro de 1893, no dia do aniversário do rei D. Carlos e da rainha D. Amélia, o Foot-Ball Club do Porto é fundado, por obra e graça do jovem de 20 anos António Nicolau d'Almeida, um comerciante do vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra.
O FC Porto inicia então os seus primeiros treinos no Campo do Prado, em Matosinhos, e no dia 8 de Outubro disputa o primeiro jogo da história do clube, contra o Clube de Aveiro.
Os anos seguintes foram de entusiasmo crescente. José Monteiro da Costa quis juntar, numa comunhão que desejava profícua, o diverso trabalho da comunidade desportiva portuense, maioritariamente portuguesa, obviamente, mas também com forte representação de Inglaterra, berço do jogo que passaria a encantar a cidade.
O impulso inglês levou mesmo a que extinguisse o Grupo Recreativo "O Destino", que presidia, em favor do FC Porto. A estrutura formava-se.
Os fundadores, os obreiros, homens verdadeiramente decididos a criar algo que orgulhasse as gerações vindouras, garantiram desde logo um lugar especial num clube que já se pressentia especial.
O seu arrojo fê-los escolher o azul e o branco para cores do clube.
Apostavam na tranquilidade e na pureza e mantinham-se fiéis aos princípios cultural e desportivo. Num plano mais abrangente, criam que podiam representar um país que então tinha os mesmos tons no estandarte.
O FC Porto assumia agora uma vocação nacional e universal.
Em 1922, a Câmara Municipal dá ao clube autorização para utilizar o brasão da cidade e, de acordo com um desenho de Simplício, o emblema adquire o formato actual: nele estão o escudo nacional, a padroeira do Porto (Nossa Senhora da Vandoma), o colar da Ordem da Torre e Espada atribuído à “Invicta”, o coração do Rei D. Pedro IV (oferecido ao Porto pela sua bravura na defesa da liberdade), uma coroa de duque e um dragão, elemento das armas de antigos reis de Portugal.
O clube era agora um símbolo que começava a incitar paixões.
Em 1948, a vitória por 3-2 sobre o Arsenal de Londres, na época a melhor equipa do mundo, é uma prova cabal das potencialidades que os portistas rapidamente atingiram.
No ano das bodas de ouro do futebol nacional, o clube mais cativante de um país que lhe serviu de modelo no popular desporto, rendeu-se à supremacia azul e branca.
O FC Porto passava a impulsionar todo o desporto português.
Ano após ano, conquista após conquista, o FC Porto foi
ganhando fôlego.
Tornou-se grande, não só na ambição, mas também nas
potencialidades desportivas. Somou títulos e surpreendeu o país e o Mundo.
A década de 80 foi uma das mais memoráveis.
Em 1987 e 1988, a Taça dos Campeões, a Taça Intercontinental e a Supertaça Europeia, feitos impressionantes, provas evidentes deuma filosofia especial.
Alguns anos mais tarde, o penta campeonato, façanha única em Portugal.
A História tinha agora um lugar especial para o clube.
Hoje em dia, o Mundo mudou e Portugal evoluiu. As realidades desportivas são outras e as SAD passaram a ser quase uma
imposição de um mercado muito competitivo, mas o FC Porto permanece dinâmico e vencedor.
O clube continua a representar a sua região e a servir de baluarte para os seus legítimos interesses, mas tende a espalhar a sua filosofia de simplicidade responsável e ambiciosa a todos os portugueses espalhados pelos cinco continentes.
Homens como Nicolau d'Almeida e Monteiro da Costa, onde quer que se encontrem, estarão, por certo, muito orgulhosos da força que o seu esboço de FC Porto alcançou.
O Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia e o Estádio do Dragão colocam o clube em patamares de vanguarda difíceis de igualar.
A trabalhar em condições únicas e modernas, a respeitar integralmente o seu passado, o FC Porto redobra a sua pujança.
Títulos como a Taça UEFA de 2002/03, a UEFA Champions League de 2003/04, a Taça Intercontinental 2004 e a Liga Europa em 2010/11 provam esta realidade inequívoca.
No final desta última época, o FC Porto tornou-se o clube português mais titulado, fruto do domínio avassalador das últimas décadas.
Para além do fulgor no futebol, o FC Porto é grande em todas as modalidades que prática.
O palmarés fala por si e basta uma constatação simples para destacar a abrangência do azul e branco: o Dragão luta por títulos em hóquei em patins e andebol, modalidades que, a par com o futebol, mais cativam os portugueses.
O bilhar, a natação, o basquetebol, o atletismo, o desporto adaptado, os desportos motorizados, o boxe, o campismo, o xadrez, a pesca, o karaté, o voleibol, o ciclismo e o halterofilismo também contribuíram para o sucesso do clube e asseguram novos tópicos para o espólio portista.





